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Dicas de Saúde


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Doença de Parkinson


A doença de Parkinson vem ganhando cada vez mais espaço na mídia e gerando dúvidas e inquietações. O ex boxeador Muhamed Ali e o ator Michael J. Fox tornaram-se defensores da informação e popularizaram o combate a essa doença degenerativa do sistema nervoso, que foi descrita e documentada pela primeira vez em 1817, pelo médico britânico James Parkinson.

Prevalência de 1% na população geral, podendo chegar a 3,5% na faixa etária de 85 a 89.

Este mal acomete, em média, duas pessoas entre mil, é mais frequente depois dos 50 anos de idade, ataca igualmente homens e mulheres, independente de raça, cor, nível social ou situação geográfica. As mudanças bioquímicas associadas à doença foram identificadas na década de 1960. Os investigadores identificaram um defeito cerebral fundamental que diferencia a doença: a perda de células cerebrais responsáveis pela produção de um neurotransmissor (dopamina) que ajuda a dirigir a atividade muscular. Esta descoberta levou os cientistas a encontrar o primeiro tratamento eficaz do mal de Parkinson, fato que permitiu o surgimento de terapias ainda mais eficazes.


Apresentação Clínica

Rigidez, tremor de repouso, lentidão dos movimentos e instabilidade postural. A presença de dois destes sintomas sugere o diagnóstico.


As causas

Fatores ambientais, genéticos ou infecciosos podem ser identificados. Há muitas hipóteses sendo estudadas, mas, de certo, sabe-se que a doença surge na maioria das vezes sem causa evidente. Existem, no entanto, fatores que podem desencadear os sintomas e provocar o que se conhece como síndrome parkinsoniana. Veja alguns exemplos:

  • Uso exagerado e contínuo de medicamentos. Uma substância usada frequentemente para aliviar tonturas e melhorar a memória pode bloquear o receptor que permite a eficácia da dopamina.

  • Trauma craniano repetitivo. Os lutadores de boxe (como Muhamed Ali), por exemplo, podem desenvolver a doença devido às pancadas que recebem constantemente na cabeça.

  • Isquemia cerebral. Quando a artéria que leva sangue à região do cérebro responsável pela produção de dopamina entope, as células param de funcionar.

  • Frequentar ambientes tóxicos, como indústrias de manganês (de baterias por exemplo), de derivados de petróleo e de inseticidas.

Sintomas

TREMORES – Surgem repentinamente e se intensificam quando o doente para. Normalmente, esse sintoma é aliviado quando o indivíduo se movimenta ou quando relaxa, como durante o sono.

MOVIMENTOS COMPROMETIDOS – Perda da expressão facial/ lentidão de marcha. Com o passar do tempo, mudar de posição torna-se um suplício.

HUMOR INSTAVEL – Com a evolução da doença, o parkinsoniano costuma apresentar quadros de depressão e problemas mentais, como perda de memória e da capacidade de raciocínio. É também um efeito de deficiência de produção de dopamina.

ÓRGÃOS INTERNOS - O intestino e o estômago tornam-se mais lentos. Problemas respiratórios.


Como tratar?

O essencial é seguir a orientação médica, só um profissional qualificado pode indicar o melhor tratamento. No entanto, não há até o momento tratamento definitivo para a doença de Parkinson. O que se faz é controlar os sintomas para evitar sua rápida evolução. Mas há medicamentos que podem controlar a evolução e permitir ao paciente uma qualidade de vida bastante satisfatória.

Como em qualquer outro problema de saúde, a prevenção, os exames periódicos, são as melhores armas a serem empregadas nessa 'guerra' por uma vida saudável.






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