Dicas de Saúde
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Depressão Pós-parto

  O nascimento de uma criança é motivo de comemoração e muita felicidade, certo? Sim, claro, a não ser que a mãe desenvolva uma depressão pós-parto.
  Esse problema pode se manifestar com intensidade variável, tornando-se um fator que dificulta o estabelecimento de um vínculo afetivo seguro entre mãe e filho. Há possibilidades de dificuldades nas relações interpessoais que serão desenvolvidas pela criança
  Não existe unanimidade na causa da depressão pós-parto, e diversos fatores podem ser apontados como vilões, entre eles:

Fatores biológicos
São os resultantes da grande variação nos níveis de hormônios sexuais (estrogênio e progesterona) circulantes e de uma alteração no metabolismo das catecolaminas causando alteração no humor, podendo contribuir para a instalação do quadro depressivo.

Fatores psicológicos
São os originados de sentimentos conflituosos da mulher em relação:
-A si mesma, como mãe
-Ao bebê
-Ao companheiro
-A si mesma, como filha de sua própria mãe

 Outros fatores, relacionados às condições do parto, à situação social e familiar da mulher gerando sobrecarga, também podem desencadear esses distúrbios.

SINTOMAS
   A intensidade dos sintomas geralmente define os diferentes quadros depressivos do período pós-parto. A depressão pós-parto é um distúrbio emocional comum, podendo ser considerada uma reação esperada no período pós-parto imediato e que geralmente ocorre na primeira semana depois do nascimento da criança. Pesquisas recentes revelam que cerca de 70% das mulheres apresentarão reações emocionais ao parto.
   Serão verificadas crises de choro, fadiga, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos curtos de memória. As reações emocionais que não são consideradas psicóticas nesse período se resolvem espontaneamente em até seis meses. O importante é deixar a paciente falar tudo que tiver vontade e sempre enfatizar a normalidade dessa alteração.
 
Psicose Puerperal e Síndrome Depressiva Crônica
Na Psicose Puerperal, os sintomas aparecem nos três primeiros meses pós-parto e são mais intensos e duradouros, com episódios psicóticos, necessitando acompanhamento psicológico e internação hospitalar.
A Síndrome Depressiva Crônica é um episódio depressivo e não psicótico, com humor disfórico, distúrbio do sono, modificação do apetite, fadiga, culpa excessiva e pensamentos suicidas. O tratamento deve ser psicológico e medicamentoso, pois os sintomas podem persistir por até um ano.

COMO qualquer outro problema de saúde, o diagnóstico precoce garante uma enorme chance de recuperação. O acompanhamento médico é fundamental se a mulher ‘sentir’ que está muito triste, que não tem condições de cuidar do próprio filho etc.

 



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